terça-feira, 20 de outubro de 2009

Hélio Oiticica



Hélio Oiticica participou do movimento *neoconcretista ao lado de nomes como Lígia Clarke, Amílcar de Castro e Ferreira Gullar. E teve, recentemente, parte de seu acervo destruído em um incêncio.


Neoconcrestismo - foi um movimento artístico surgido no Rio de Janeiro em fins da década de 1950 como reação ao concretismo ortodoxo.

Os neoconcretistas procuravam novos caminhos dizendo que a arte não é um mero objeto: tem sensibilidade, expressividade, subjetividade, indo muito além do mero geometrismo puro. Eram contra as atitudes cientificistas e positivistas na arte. A recuperação das possibilidades criadoras do artista (não mais considerado um inventor de protótipos industriais) e a incorporação efetiva do observador (que ao tocar e manipular as obras torna-se parte delas) apresentam-se como tentativas de eliminar a tendência técnico-científica presente no concretismo.
O movimento neoconcreto nunca conseguiu impor-se totalmente fora do Rio de Janeiro, sendo largamente criticado pelos concretistas ortodoxos paulistas, partidários da autonomia da forma em detrimento da expressão e implicações simbólicas ou sentimentais



Um comentário:

Djabal disse...

Trecho extraído do Admirável Mundo Novo, do Aldoux Huxley:
"Pela minha parte, era muito bom
físico, nos meus tempos. Muito bom, suficientemente bom para me aperceber de que toda a nossa
ciência não passa, afinal, de um livro de cozinha, com uma teoria ortodoxa da arte culinária de que
ninguém tem o direito de duvidar e uma lista de receitas às quais é preciso nada acrescentar, a não ser
com a autorização especial do Primeiro Chefe."

É esclarecedor e ratifica, informa e confirma a arte de Oiticica.
Adorei seu post. Beijos