sábado, 28 de junho de 2008

Coleção do que eu não tenho - Marina Seneda

Que eu não tenha o intento de uma desistência Da tal tentativa de mudar o mundo Eu não tenho as chaves de todas as portas Nem mesmo os mapas de todas as rotas Não tenho resposta às questões pedantes Nem todo o tempo que esperei antes Já não tenho a surpresa de todos os fatos E nem os momentos de todas as fotos Não tenho os mistérios de certos segredos Nem mais tantos medos dentre tantos medos Não tenho o regresso de onde não volto Nem mesmo o ingresso da cena que eu era Nem mesma quimera da vida que escolto Não tenho mais... Sonhos quase reais, risos quase ideais Palavras ditas, não tenho Nem venho voltar às palavras que foram Não tenho o que eu fui, se era eu ou seria Aliás, mesmo agora, nem mais tenho a hora Gênia e primeira que adentra a poesia Eu não tenho as chaves de todas as portas E é esse não ter que limita e recria Em mim toda luta que muito me importa, Em mim toda luta que eu nunca teria Sem nãos, sem não-teres, sem cara na porta Que incara o "e se fosse, o que eu faria?" Eu não tenho por que não tentar... E o que ainda tenho sei que não teria Sem que tivesse tido tudo o que me desafia!

3 comentários:

Juliana disse...

Só para avisar que to de volta.

http://www.julie-fisio.zip.net

Sarinha disse...

Passando pra deixar um bjoo!

Sarinha disse...

ei sumida
tem presente pra vc no meu blog!
bjk